quinta-feira, 8 de setembro de 2011
NOSSO ENCONTRO COM NÓS MESMOS
O tempo passa incansavelmente, enquanto nos exaurimos em nossas dramáticas banalidades! Crime maior, com ninguém mais do que conosco, consiste em não se permitir a felicidade! Ela chega e se vai. O que nos cabe é enxergar e atirarmo-nos na espiral ascendente, sem medo. Quando não aproveitamos o tempo certo, perdemos o fluxo. Depois, impossível reconstruir aquele movimento.
Ontem, encontrei partes de mim nos meus amigos. Alguns deles, ainda donos do mesmo olhar adolescente.
Bom demais ver tantos ali, amadurecendo juntos, repensando valores, criando caminhos.
Um estranho sentimento de cumplicidade nos une, como se fossemos testemunhas vivas do envelhecimento apoiado, compartilhado, justificado. Bom nos ver ali, alimentando o coração.
Saudades dos que se foram! Ou dos que se perderam no caminho!
Muitos, covardemente apegados a situações confortáveis de casamentos que já não existem. Outros, tentando encontrar a si, fora de si próprios. Que o nosso encontro sirva para repensar sobre a imparcialidade do tempo e a nossa autonomia, conquistada internamente, para fazer opções. Não nos cabe transferir poder nosso sobre nós mesmos para o outro. Definir-se e decidir por si próprio, este para mim é o tomar-se de volta.
Somos humanos e intensos. Não podemos permitir que a vida nos tire a saúde para entendermos isso!
Que sejamos donos de nós mesmos e que saibamos sempre correr os riscos de conquistar a felicidade!
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