quinta-feira, 8 de setembro de 2011

NOSSO ENCONTRO COM NÓS MESMOS




O tempo passa incansavelmente, enquanto nos exaurimos em nossas dramáticas banalidades! Crime maior, com ninguém mais do que conosco, consiste em não se permitir a felicidade! Ela chega e se vai. O que nos cabe é enxergar e atirarmo-nos na espiral ascendente, sem medo. Quando não aproveitamos o tempo certo, perdemos o fluxo. Depois, impossível reconstruir aquele movimento.
Ontem, encontrei partes de mim nos meus amigos. Alguns deles, ainda donos do mesmo olhar adolescente.
Bom demais ver tantos ali, amadurecendo juntos, repensando valores, criando caminhos.
Um estranho sentimento de cumplicidade nos une, como se fossemos testemunhas vivas do envelhecimento apoiado, compartilhado, justificado. Bom nos ver ali, alimentando o coração.
Saudades dos que se foram! Ou dos que se perderam no caminho!
Muitos, covardemente apegados a situações confortáveis de casamentos que já não existem. Outros, tentando encontrar a si, fora de si próprios. Que o nosso encontro sirva para repensar sobre a imparcialidade do tempo e a nossa autonomia, conquistada internamente, para fazer opções. Não nos cabe transferir poder nosso sobre nós mesmos para o outro. Definir-se e decidir por si próprio, este para mim é o tomar-se de volta.
Somos humanos e intensos. Não podemos permitir que a vida nos tire a saúde para entendermos isso!
Que sejamos donos de nós mesmos e que saibamos sempre correr os riscos de conquistar a felicidade!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

REENCONTRAR-SE NO FACEBOOK

E a vida vai seguindo... Não podemos ler a próxima página do nosso livro porque ela, simplesmente, ainda não foi escrita. Mas, o mais interessante, é que somos os autores, protagonistas da nossa história e agimos como se o roteiro nos fosse imposto. Tratamos nossos dias como se pudessem ser reescritos e, com indiferença e irresponsabilidade, decidimos profissões, casamentos, trabalhos. Lançamos palavras duras e viramos as costas às mágoas que deixamos no caminho. Esquecemos de fazer o balanço e de planejar nossa existência.
Vemos nossos sinais do tempo nos rostos dos nossos amigos de infância, nos adolescentes que dividiram brincadeiras e confidências na escola. Buscamos, nos reencontros, resgatar a nós mesmos.
Interessante reencontrar amigos nos canais de relacionamento de hoje! Tão fácil e tão aparentemente simples! Mas não é! Não há tempo para refazer as imagens que se atropelam! As novas e as antigas, escondidas muitas vezes somente no mesmo brilho do olhar, o mesmo sorriso, nas fotos dos filhos que agora repetem o mesmo roteiro básico.
Parece que já estamos no tempo das avaliações do que sobrou dos nossos antigos sonhos! Antigas paixões seguem indiferentes. Outras, recolhidas, se confessam! Para uns, as justificativas das escolhas. Para outros, a vontade de viver o que já não cabe. Mas é impossível não comparar-se, não avaliar. Poucos porém, deixam fora de cena as máscaras. Porque aquela inocência se foi ! Mente-se para si mesmo porque não há mais a pureza de falar do que não se conseguiu construir.
Mas que confessemos pelo menos para nós mesmos e voltemos o olhar para as nossas verdades. Porque ainda há tempo de repensar no roteiro das nossas vidas, aquele que escolhemos todos os dias e não nos damos conta.
Porque enfim, viver a nossa intimidade ainda é o mais difícil e é também o melhor que podemos fazer nesses momentos de encontro com o nosso passado. O outro é apenas o nosso espelho!