sábado, 7 de abril de 2012

Quando e Onde...SER FELIZ?

Hoje foi um dia especial, justamente por ter sido um dia tão simples! Se foi um dia comum e...um dia bom...então isso me deixa mais feliz! E sinto isso porque, transformar dias comuns em dias especiais por termos vivido intensamente é para mim a receita da felicidade! Não que felicidade seja como uma receita de bolo mas...porque o segredo está em encontrar sua forma de misturar os ingredientes e deixar o tempo certo para cada um.

A maturidade nos traz coisas boas. Entendemos o que realmente tem valor. Claro que estamos sempre aprendendo mas, se conseguirmos assimilar as lições, vamos filtrando o que nos interessa, nos abstraindo do que nos desgasta, olhando os que verdadeiramente nos amam e querem nosso bem!
Um almoço em minha casa, com as pessoas que me são importantes. Um almoço em que lembramos de agradecer a Deus pelo momento de compartilhar. Um brinde com um vinho numa mesa onde existe amorosidade! Minhas filhas, minha irmã, minha tia que precisa tanto de mim, meu ex-marido, hoje meu amigo. Não precisaria de mais nada!
Vi uma de minhas filhas, com todo carinho e paciência, mostrando à minha tia idosa, fascinada, como funcionava o Google Maps. Ela, deslumbrada, de repente...em Paris! E eu, deslumbrada...pela beleza embutida naquele momento! Agradeci, silenciosamente, aos meus pais, que me passaram valores que transmiti às minhas filhas. Respeito, paciência, tolerância, amor, carinho! Que presente maior poderia receber? Só que temos que estar atentos, enxergar quando chega esse momento que guardaremos em nossa memória como um prêmio, o maior que posso ter, por meu esforço em ser mãe de três filhas! Agradeci por ter escolhido um homem para ser meu marido que compartilhasse também esses valores. Hoje, reconstruímos nosso relacionamento com amizade, respeito, partilha. Entendo que tivemos que transformar e perdoar a nós mesmos. Tivemos que reformular e sofrer muito, cada um a seu modo, mas hoje, podemos nos ver satisfeitos com as nossas conquistas, com o resultado de nossos esforços refletido em pessoas íntegras e responsáveis.

Fazemos escolhas a todo momento. Hoje, não me permito mais conviver com pessoas negativas. Isso me tira  verdadeiramente o fluido vital! Gente que vive sintonizada com o lado negro, que não sabe olhar a lua, que não ama um animal, que reclama de tudo...me deixa realmente desestabilizada! Sempre temos o que agradecer, o que elogiar, a quem amar! Podemos escolher viver assim...ou não! Cada um pode ser o que quiser. Eu quero estar junto de quem me faça bem, de quem saiba expressar amor, de quem queira ser feliz, ainda que com pouco, ou muito, porque temos sempre muito mais que tantos! E, muitas vezes, quem tem muito pouco agradece mais, e se enxerga feliz, e satisfeito, e abastecido de amor! Enquanto tantos se lamentam sem ver o verdadeiro valor das coisas e das pessoas!

Mas, hoje foi um dia bom porque soube escolher as coisas boas para este dia. Coisas intensas e muito simples como olhar e saber ver, enxergar, fazer a leitura do que realmente importa!

Acho que é a vida que, quando começa a ser compreendida, ela já está se escoando...
Mas, pelo menos, entendemos a tempo!

domingo, 1 de abril de 2012

DESCONTRUINDO.....

Entendo que, além das pessoas só verem e entenderem as coisas como querem, nós mesmos construímos imagens do mundo que habitamos como projeção infinita do nosso mundo interior.
Conhecemos pessoas e tentamos encaixa-las em nossas vidas com tanta descompostura que chega a ser uma agressão! Não entendemos que estamos comprimindo lados inteiros, excluindo facetas, para encaixotar nos nossos scripts! Ninguém chega pronto para nossos papéis, nem se submete a eles sem grandes ônus para nós mesmos, mais adiante, gerando grande decepção!
Quem disse que existem "Cinderelas" para os nossos sapatinhos de cristal, tantas vezes impossíveis? Todos temos aqueles calinhos, os pés maiores do que gostaríamos de ter. Mas...não olhamos para eles e sim para os dos outros!
Temos então que voltar, desconstruindo os ídolos que criamos, rasgando os roteiros, desfazendo scripts que só nos limitam!
Como é difícil!
Isso se chama decepção ou...crescimento!
Na próxima estação, tentemos ver a paisagem e os novos que chegam!
Esqueçamos o que fomos, o que criamos, o que esperamos das pessoas e do mundo!
Ele estava ali mas...não enxergamos, sob o véu das nossas expectativas inúteis e limitadoras!
Desconstruamos então...estes ídolos que nada nos trouxeram!
Enxerguemos outros lados, voltemos nosso foco para outras direções.
Entendamos o que a vida quer nos dizer!
Pode ser tão mais simples e tão menos desgastante!
E isso pode nos trazer a felicidade que buscamos tanto em horizontes a muito tempo ....perdidos!




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

NOSSO ENCONTRO COM NÓS MESMOS




O tempo passa incansavelmente, enquanto nos exaurimos em nossas dramáticas banalidades! Crime maior, com ninguém mais do que conosco, consiste em não se permitir a felicidade! Ela chega e se vai. O que nos cabe é enxergar e atirarmo-nos na espiral ascendente, sem medo. Quando não aproveitamos o tempo certo, perdemos o fluxo. Depois, impossível reconstruir aquele movimento.
Ontem, encontrei partes de mim nos meus amigos. Alguns deles, ainda donos do mesmo olhar adolescente.
Bom demais ver tantos ali, amadurecendo juntos, repensando valores, criando caminhos.
Um estranho sentimento de cumplicidade nos une, como se fossemos testemunhas vivas do envelhecimento apoiado, compartilhado, justificado. Bom nos ver ali, alimentando o coração.
Saudades dos que se foram! Ou dos que se perderam no caminho!
Muitos, covardemente apegados a situações confortáveis de casamentos que já não existem. Outros, tentando encontrar a si, fora de si próprios. Que o nosso encontro sirva para repensar sobre a imparcialidade do tempo e a nossa autonomia, conquistada internamente, para fazer opções. Não nos cabe transferir poder nosso sobre nós mesmos para o outro. Definir-se e decidir por si próprio, este para mim é o tomar-se de volta.
Somos humanos e intensos. Não podemos permitir que a vida nos tire a saúde para entendermos isso!
Que sejamos donos de nós mesmos e que saibamos sempre correr os riscos de conquistar a felicidade!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

REENCONTRAR-SE NO FACEBOOK

E a vida vai seguindo... Não podemos ler a próxima página do nosso livro porque ela, simplesmente, ainda não foi escrita. Mas, o mais interessante, é que somos os autores, protagonistas da nossa história e agimos como se o roteiro nos fosse imposto. Tratamos nossos dias como se pudessem ser reescritos e, com indiferença e irresponsabilidade, decidimos profissões, casamentos, trabalhos. Lançamos palavras duras e viramos as costas às mágoas que deixamos no caminho. Esquecemos de fazer o balanço e de planejar nossa existência.
Vemos nossos sinais do tempo nos rostos dos nossos amigos de infância, nos adolescentes que dividiram brincadeiras e confidências na escola. Buscamos, nos reencontros, resgatar a nós mesmos.
Interessante reencontrar amigos nos canais de relacionamento de hoje! Tão fácil e tão aparentemente simples! Mas não é! Não há tempo para refazer as imagens que se atropelam! As novas e as antigas, escondidas muitas vezes somente no mesmo brilho do olhar, o mesmo sorriso, nas fotos dos filhos que agora repetem o mesmo roteiro básico.
Parece que já estamos no tempo das avaliações do que sobrou dos nossos antigos sonhos! Antigas paixões seguem indiferentes. Outras, recolhidas, se confessam! Para uns, as justificativas das escolhas. Para outros, a vontade de viver o que já não cabe. Mas é impossível não comparar-se, não avaliar. Poucos porém, deixam fora de cena as máscaras. Porque aquela inocência se foi ! Mente-se para si mesmo porque não há mais a pureza de falar do que não se conseguiu construir.
Mas que confessemos pelo menos para nós mesmos e voltemos o olhar para as nossas verdades. Porque ainda há tempo de repensar no roteiro das nossas vidas, aquele que escolhemos todos os dias e não nos damos conta.
Porque enfim, viver a nossa intimidade ainda é o mais difícil e é também o melhor que podemos fazer nesses momentos de encontro com o nosso passado. O outro é apenas o nosso espelho!

domingo, 18 de julho de 2010

Fragmentada!


Escrevo assim, com alguma coisa que palpita em mim e não posso controlar. São rascunhos, sempre, do turbilhão de ideias nem sempre sensatas que me assaltam a qualquer hora. Mas é assim que gosto. é o raio x da minha alma questionadora e infeliz...por que não?...pois todos somos infelizes. Nos distraímos apenas, dessa infelicidade entranhado, quando tentamos inutilmente fugir de nós mesmos. Mas estamos sempre nos esperando, quando todos saem, quando apagamos a luz, quando o sono foge! Se não fossemos eternamente infelizes não estaríamos aqui. Temos que, pelo menos admitir e não nos sentirmos culpados. Também não temos direito de nos fazer de vítimas para comover ou subtrair um falso amor pois, como o limiar de dor física, cada um tem o seu limiar de dor emocional. Cada um tem o seu fardo. Tem dia que pesa mais e nem sabemos por que. Tem dias que escondemos debaixo do tapete, empurramos nas nossas gavetas emocionais.
O tempo passa corroendo tudo, fechando os ciclos sem nos dar o benefício da reflexão. Seria mesmo benefício pensar sobra a vida? Quanto mais questionamos menos entendemos. Os gênios enlouqueceram. Tentar entendê-los nos deixa um pouco pior. Os que querem romper com esta rotina emburrecedora se perdem em si mesmos. Então vamos ficando, levando, fazendo as colagens para o nosso albúm. Envelhecer parado, num canto da sala, esquecido, deve ser alucinante! Aprisionados num corpo velho, carregados de lucidez e tempo pra reflexão...não pode dar certo! Por isso embobecemos, viramos crianças para testar a paciência dos outros. Pena que, nesse momento, todas as pessoas pensam que demorará muito ou que nunca seremos assim. Mas não se pode esquecer de fugir da vida para suportar o fardo! E que venham os finais de semana de almoços forçados para não pensar. Olhar a vida dos outros, a miséria alheia, nos distancia das nossas pequenas tragédias.
Mas assim  a vida vai seguindo seu curso e fechando os ciclos, enquanto nos comportamos como bichos e nem tentamos mudar!
Encarar dói demais!